Apresentação do estudo é uma das ações desenvolvidas pelo curso de rastreabilidade da erva-mate

                Famílias envolvidas no curso de rastreabilidade da erva-mate, em parceria com o Sebrae e Senar, participaram, na tarde de terça-feira, de uma reunião com os instrutores das duas entidades. O encontro, realizado na Câmara de Vereadores de Ilópolis, serviu para discutir e avaliar o que foi diagnosticado nas visitas técnicas.

As visitas técnicas ocorreram nas 20 propriedades parceiras do projeto Juntos para Competir, sendo 19 situadas em Ilópolis e uma em Arvorezinha. Durante essas visitas, foi aplicado um amplo questionário, abordando diversas questões. Entre elas se a produção de erva-mate é convencional ou orgânica; se os participantes sempre foram produtores ou se já trabalharam fora da propriedade; se a produção é em céu aberto ou túnel; se o local possui irrigação; se há uso de defensivos agrícolas; caracterização do produto; questão ambiental da propriedade, entre outras.

Neste primeiro momento, se constatou que no quesito de área utilizada para a produção de erva-mate, 16 das propriedades têm área superior a 5 hectares e quatro que utilizam uma área de 1 a 5 hectares. Além disso, em 16 delas, a erva-mate é a principal fonte de renda da família. Em relação ao sistema de plantio adotado, 100% das propriedades realizam o transplante nas mudas.

Entre as principais dificuldades relatadas para o desenvolvimento da atividade está a falta de mão de obra, respaldo de sementes ou mudas de qualidade, falta de assistência técnica, dificuldade em vender o produto, financeira e até mesmo o clima. Quanto ao planejamento, o estudo apresentou que 12 das propriedades têm um cronograma ou organização de plantio, de colheita e atendimento ao cliente, enquanto que oito não fazem nenhum tipo de planejamento das atividades.

Quanto à preocupação de sucessão rural dentro da propriedade, 18 dos produtores relataram que existe essa preocupação e dois que não. Além disso, essa sucessão já ocorre em 18 dessas propriedades. Quanto à comercialização do produto, a maioria dos produtores respondeu que esse processo é feito por meio de ervateiras, outros em eventos, feiras ou supermercados. O último questionamento se deu em torno da rastreabilidade, sendo que das 20, apenas uma é rastreada.

A gestora de projetos do agronegócio do Sebrae, Kathleen Krüger, concluiu com esse diagnóstico, que os produtores estão com vontade de se profissionalizar. “A partir dessa análise eles já estão fazendo o caderno do campo, para que produção tenha um planejamento e organização, desde o cultivo até a venda do produto. Além disso, no ano que vem participarão de uma capacitação sobre as boas práticas agrícolas”.

Com dois de duração, o curso ministrado em parceria com entidades possui aulas teóricas, práticas, além de visitas de profissionais e técnicos nas propriedades para discutir com a família o dia a dia no local em relação ao manejo e cuidados com a erva-mate. Um dos principais objetivos do curso é oportunizar aos produtores a se prepararem para aquilo que o consumidor está buscando.

O próximo passo do curso ocorre no dia 13 de setembro com um dia de campo na propriedade de Armelindo Rabaiolli, na localidade de Santos Filhos, onde será abordado manejo, cobertura de solo, poda e manejo do erval.